Por que a Alemanha?

2016-08-23 17.22.05

Hallo, pessoal! 🙂

Desde que vim pra cá, muita gente tem me perguntado o motivo de eu ter escolhido a Alemanha para tentar uma nova etapa da minha vida. Afinal, quando se trata de tentar a vida no exterior, o mais comum é ir para os EUA, Portugal, Espanha, Irlanda… países mais acessíveis em relação à língua e com mais brasileiros já vivendo por lá.

O que pouca gente sabe é que esse amor é antigo e nem eu mesma me lembro bem de quando começou. O que me lembro é que, desde sempre, tive um interesse especial sobre tudo que se relacionava à Alemanha e, consequentemente, isso sempre se fez presente na minha vida.

Sou muito interessada pela história das duas grandes guerras mundiais e por todos os fatores envolvidos (políticos, econômicos, psicológicos). Acho que em períodos de guerra é possível conhecer o pior e o melhor do ser humano, e os extremos sempre me fascinaram. Sendo assim, se você conhece um pouco de história deve conhecer, também, o papel fundamental da Alemanha em ambas as guerras.

Algumas das minhas principais paixões, como a comunicação, a sociologia e a psicologia, têm grande influência de autores alemães ou ligados à Alemanha de alguma forma (língua, ascendência, períodos vividos no país).

Em geral, sempre admirei a inteligência, a organização, a disciplina e a beleza do povo alemão. E o fato de terem permitido um dos maiores escândalos históricos (Holocausto) só aumentou meu interesse, já que me fez procurar entender “quais condições levaram um povo tão desenvolvido a se envolver em um contexto tão díspar”.

Eu tenho muitos motivos para explicar o porquê de eu gostar tanto da Alemanha. Mas, não sei explicar de onde isso veio, realmente.

Esse amor que era, até então, “platônico”, se tornou ainda maior quando conheci o país, em 2016. Cidades lindíssimas (já visitei Hamburgo, Colônia, Bonn e Berlim <3), uma sociedade que funciona (economia, educação, saúde e segurança de primeira qualidade) e um comportamento social com o qual me identifiquei “de cara”.

Quando parei para pensar sobre o que era consenso social no Brasil e na Alemanha, vi que sou muito mais “alemã” que brasileira em alguns aspectos. “Como assim?”, você deve estar se perguntando. Vou dar alguns exemplos básicos:

*Andar com o cabelo ao natural e/ou com pouca ou nenhuma maquiagem.

No Brasil: sou desleixada. Algo indica que não estou bem. | Na Alemanha: recebo elogios por minha “beleza natural”.

*Ter 29 anos, solteira e sem filhos.

No Brasil: estou “ficando pra titia”. Sou “velha” e me falta algo. | Na Alemanha: isso não causa espanto a ninguém, pois a maioria não é casada e não tem filhos nessa idade. As prioridades são outras.

*Sair e viajar sozinha, se estou em um relacionamento (alguns se espantam mesmo que a pessoa não esteja em um relacionamento).

No Brasil: estou sendo descuidada e dando espaço para que “algo ruim” aconteça, como uma traição ou o próprio fim do relacionamento. | Na Alemanha: super normal. Todos têm seus compromissos individuais e isso não justifica a falta de respeito e compromisso com o outro.

Crenças e comportamentos de respeito à individualidade, de autoaceitação e de autorrealização sempre fizeram parte de mim, mas, muitas vezes me fizeram sentir como um “peixe fora d’água”, já que, no Brasil, são poucas as pessoas que compartilham dessa minha forma de ver o mundo. E algumas delas, mesmo pensando diferente, acabam cedendo à pressão e se “adaptando”. Aqui, na Alemanha, por incrível que pareça, é mais fácil para mim ser eu mesma.

2 comentários em “Por que a Alemanha?

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